
Reajuste anunciado pela Petrobras no querosene de aviação (QAV) chega a 55%; setor alerta para impacto imediato nos custos operacionais e no bolso dos passageiros
Viajar de avião vai ficar mais caro para o brasileiro. Após o anúncio de um aumento expressivo no valor do querosene de aviação (QAV) pela Petrobras, as companhias aéreas projetam que o preço das passagens pode sofrer uma elevação média de 20%.
O reajuste no combustível, que é o principal insumo do setor, foi de aproximadamente 55%. A medida reflete o avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Embora as empresas afirmem que não conseguirão repassar o valor integralmente de uma só vez, o impacto é inevitável, dado que o combustível representa cerca de 45% dos custos totais de uma operação aérea.
"Os gastos para transportar um passageiro por quilômetro vão aumentar aproximadamente 20%. Como quase metade das despesas das companhias aéreas é com o QAV, o custo operacional deve subir nessa proporção", afirma Andre Castelini, sócio da Bain&Company.
Segundo o especialista, ainda não é possível dizer se os repasses serão imediatos ou ocorrerão de forma gradual, já que o processo depende da ocupação dos voos e da avaliação de cada companhia aérea.
Para suavizar os efeitos do aumento e, possivelmente, conter os preços ao consumidor, a Petrobras anunciou um mecanismo de parcelamento dos pagamentos das distribuidoras. Além disso, o governo avalia outras medidas para reduzir os impactos, como a redução de impostos do setor.
Principais fatores que tornam as passagens aéreas caras no Brasil
- Custos Dolarizados e QAV: O combustível (QAV) representa cerca de 30% dos custos das companhias e é atrelado ao preço internacional do petróleo e ao dólar. Como as empresas brasileiras compram combustível e pagam pelo aluguel das aeronaves em dólares, a alta do câmbio impacta diretamente o preço final.
- Concentração de Mercado (Oligopólio): Poucas empresas dominam a oferta de voos no país, o que reduz a concorrência e permite preços mais altos.
- Carga Tributária e Logística: Impostos, taxas de embarque e custos de infraestrutura no Brasil estão entre os mais altos do mundo.
- Alta Demanda e Oferta Restrita: Com voos mais cheios e menos aviões disponíveis, a lei da oferta e procura eleva os preços.
A notícia do Correio 24 Horas indica que esse cenário de custos altos deve persistir no curto prazo, dificultando a queda no preço das passagens. (Comentário de Hermes Zanona)
Possível mudança de hábitos dos consumidores
Especialistas apontam que o aumento chega em um momento delicado, no qual as companhias ainda tentam se recuperar dos prejuízos acumulados durante a pandemia de Covid-19. Com a nova alta, a tendência é que o consumidor final mude seus hábitos de consumo, buscando alternativas como o transporte rodoviário ou viagens de carro para trechos curtos.
Extraído: www.sosconsumidor.com.br/noticias/ - Fonte: Jovem Pan, G1 e Correio 24 horas – Comentário: Hermes Zanona - Imagem: https://i.ytimg.com/
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