Na sua carteira, há vários cartões
coloridos que você mal usa, mas paga anuidade? Vale a pena cancelar
cartões de crédito para ter um controle financeiro mais fácil. Mas e as
parcelas a vencer?
O cliente pode cancelar seu cartão de crédito a qualquer momento.
No entanto, se ainda tiver parcelas a quitar, tem duas opções: ou paga todas as
faturas de uma única vez e cancela o cartão, ou continua a quitar as parcelas
mês a mês e apenas bloqueia o plástico. O banco não pode obrigar o cliente a
pagar todas as parcelas de uma vez.
Ao bloquear o cartão, o consumidor não pode usá-lo para novas
compras e não paga anuidade durante o período de bloqueio. Assim, é uma forma
de evitar novas dívidas. Porém, ainda será preciso cancelar o cartão
definitivamente depois de terminar de pagar as faturas.
“São dois serviços diferentes. Um é o cartão de crédito como meio
de pagamento, que cobra anuidade. Outro é a concessão de crédito parcelado, que
cobra as parcelas do cliente”, explica o advogado Beto Veiga, especialista em
direito do sistema financeiro e autor do livro autor do livro “Case com seu
banco com separação de bens”.
Para bloquear ou cancelar o cartão, é preciso ligar para a
operadora, cujo número está no verso do plástico. Disque o número que direciona
para a área de bloqueio ou cancelamento e anote o número do protocolo.
“Diferente de conta, que se cancela no banco, cartão se bloqueia
ou se cancela na operadora, por telefone. Apesar de vinculados, os serviços são
diferentes. Utilize a segurança do sistema”, orienta Ione Amorim, economista do
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O número do protocolo e a
gravação ficam disponíveis para o cliente até cinco anos após o pedido.
Lembre-se de também solicitar o bloqueio ou cancelamento do seguro
do cartão e de outros serviços atrelados ao plástico. Além disso, certifique-se
de que não há mais débitos automáticos atrelados ao cartão.
Cancelamento
de conta
Além do cartão de crédito, também é importante fechar contas com pouca
ou nenhuma movimentação. As tarifas para manter a conta podem
extrapolar o limite do cheque especial e seu nome pode
ficar sujo na praça.
Desde 2008, uma norma de autorregulação criada pelos bancos
para prevenir conflitos de consumo determina que, se a conta está inativa há
mais de seis meses, a instituição financeira deve suspender a cobrança de taxa
pelo pacote de serviços vinculado à conta.
A diretriz também estabelece que, se o consumidor não movimentar a
conta por três meses, o banco deve emitir um comunicado para alertar sobre a
cobrança de tarifas e a possibilidade da conta ser encerrada após seis meses de
inatividade.
No entanto, na prática, a questão acaba, muitas vezes, na Justiça.
Para evitar que seu nome fique negativado por dívidas de contas não encerradas,
o consumidor deve solicitar por escrito o encerramento da conta e exigir um
recibo que comprove a solicitação, na agência bancária, segundo o Banco
Central.
Se a conta tiver sido aberta por meio eletrônico, também deve ser
oferecida ao correntista a opção de encerrá-la pela internet.
Ainda segundo o BC, antes de encerrar a conta, o consumidor deve
verificar se todos os cheques emitidos foram compensados, além de entregar as
folhas de cheque ainda restantes ou apresentar uma declaração de que não usou
cheques. Também deve solicitar o cancelamento dos débitos automáticos em conta
e pagar todas as dívidas assumidas com o banco.
O banco deve informar a data do efetivo encerramento da conta por
correspondência ou por meio eletrônico.
Extraído de: exame.abril.com/noticias – Por: Júlia Lewgoy
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